segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Um Vídeo Para Pensar Alto!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Autocrítica e autoestima

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

E quando os próprios espectadores manipulam as informações das mídias?

Sobre a atenção seletiva: a manipulação não é só das mídias

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Ensinar exige consciência do inacabamento - Pedagogia da Autonomia

Um mundo em transformação exige uma educação igualmente dinâmica e consciente de suas limitações e possibilidades. Ninguém é perfeito e todos estamos sujeitos a erros. Por mais que se tenha boa vontade, não há nenhuma garantia prévia que seremos, a priori, sujeitos incondicionalmente justos, honestos e leais. A postura ética se constrói diariamente, na prática concreta, sempre imperfeita. E a consciência desse nosso inacabamento é um passo indispensável para isso. Veja mais no novo vídeo da série Pedagogia da Autonomia

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Ensinar não é transferir conhecimento



Na perspectiva da pedagogia da autonomia, quando o professor entra em sala de aula ele já se mantém imediatamente aberto às dúvidas, às curiosidades e às inquietações dos alunos,  Inscreva-se  http://goo.gl/c8umi9



Vídeo anterior https://goo.gl/x7NG7W
Confira a série completa https://goo.gl/W5unlg
Curta a página no Facebook https://www.facebook.com/pedagogiaautonomia

Roteiro, direção e apresentação
André Azevedo da Fonseca
Universidade Estadual de Londrina

Realizadores
Edudream http://www.edudream.co
Costureiras de Histórias
Adriano Espíndola Cavalheiro
Cristina Amorim
Jose Cezar Pimentel da Silva

Produtores executivos:
Abigail Silva , Ana Paula Pajaro, Ananda Gabriel Matos, Andrea C. Centeno R. da Cunha, Antonio Serra, Aparecido Passarelli, Bruno Mazzo, Carlos von Sohsten, Gustavo Lopes Perosini, Héctor Pittman Villarreal, Indiara Ferreira, Júlio Prado, Kennedy Piau Ferreira, Luís Fernando Oliveira, Luiz Carlos Jeolas, Marcelo Silva, Márcia de Fátima Martinez, Marta Rosenaide Lucena, Michelle Reis, Natalia Aparecida Morato Fernandes, Paulo Machado, Ricardo Moraes Cardoso Pereira Filho, Rogério Francisco Borges Pereira Faria, Vinícius Silva Flausino, Zilda Andrade

Incentivadores
Ana Elisa Santana, Antonio Luiz Gonçalves Albernaz, Camila Barbosa Martins Nogueira, Carla de Oliveira Tôzo, Clarissa Paulo Barreira, Cleusa Rocha Asanome, Daniel Burle Orlandine, Daniel Fernando Francener, Fabiola Gomes, Gabriel Gauss de Moraes Morais, Glaucio Henrique Chaves, Ilce Mara de Syllos Cólus, Lucas Maier, Pris Normando, Priscila Drumond Pinheiro, Ralfer Zaidan, Tais Oliveira Peyneau, Vanessa Ferreira Pinheiro. William Grasel

Apoiadores
Alexandra Bujokas de Siqueira, Alina de Almeida Linch Silva, Augusto Cesar de Castro, Danielle Sales, Elisa Maria Furtado de Mendonça, Fabrício Alves, Felipe Caruso, Felipe Mateos, Iara Fernandes, Juliana Reis, Livia Maria Macedo, Mabel Nyland, Paulo Roberto de Oliveira, Quilédia Cristina Scaranello, Rafael Fernando da Fonseca, Renato Garcia, Ricardo Costa, Talitha Brinati Dornelas, Tânia Mara Garcia, Thais Helena de Syllos Cólus, Thiago Henrique Ramari, Thiago Riccioppo.

E mais dezenas de apoiadores listados no primeiro vídeo de introdução da série -- https://youtu.be/Bc-ioue8bPM

Trilha sonora: Hermeto Pascoal - Viva Jackson do Pandeiro

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Na perspectiva pedagógica da autonomia, quando a professora entra em sala de aula ela já se mantém imediatamente aberta às dúvidas, às curiosidades e às inquietações dos alunos, e também se coloca igualmente atenta às inibições, aos silêncios e à timidez que às vezes impõem obstáculos sérios à formação de alunos participativos, críticos e questionadores.

A noção de que ensinar não é transferir conhecimento não deve ser apenas apreendida pelo professor e pelos alunos nas suas dimensões éticas, políticas, epistemológicas e pedagógicas. Mas deve ser testemunhada  e vivida na prática.

Não adianta falar bonito sobre pedagogia se a prática não se configura em um exemplo concreto do discurso.


Ou seja, no próprio ato de falar sobre a construção do conhecimento, a aula já deve envolver os alunos na própria formulação deste raciocínio.

Porque quando todos e todas realmente participam desse exercício do pensamento e se enxergam como participantes, como sujeitos desse processo, essa noção fica clara.

Agora, se o professor, em um curso de formação docente, explica aos alunos que ensinar é criar as possibilidades para a produção do conhecimento, mas ele mesmo contradiz o seu discurso ao interromper a fala dos alunos, ao se mostrar impaciente com as pausas, os acanhamentos e os embaraços que são naturais no processo de raciocínio e de aprendizagem, sua própria aula se torna inautêntica e perde a eficácia.

Esse discurso bonito que não é testemunhado na prática é tão falso quanto quem pretende estimular o clima democrático na escola através de métodos autoritários.

É tão fingido quanto quem diz combater o racismo, mas quando perguntado se conhece aquela profissional negra, ele diz assim: Conheço sim. Ela é negra, mas é competente e decente.

É preciso ficar claro que a conjunção mas naquela frase implica em um juízo falso, ideológico. Aquela afirmação sugere que, por ser negra, não se esperaria que ela fosse competente e decente. Mas como o interlocutor reconhece a decência e a competência daquela profissional em particular, “apesar” de ser negra, a conjução mas lhe pareceu... natural nessa frase.

É exatamente assim que se esconde um julgamento de valor ideológico sob uma linguagem pretensamente neutra.

A noção de que ensinar não é transferir conhecimento implica uma postura exigente, autocrítica e às vezes penosa que temos que assumir com os outros.


É difícil, entre outras coisas, pela vigilância constante que temos de exercer sobre nós mesmos para evitar os simplismos, as facilidades e as incoerências.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Para educar é preciso rejeitar qualquer forma de discriminação



Como ensina Paulo Freire, para educar e para se educar é indispensável manter um espírito de abertura e disponibilidade para o novo. E é claro que, ao trabalhar com a novidade, é preciso também que o professor aprenda a lidar com o risco com mais naturalidade.

As novas ideias, os novos métodos e mesmo as novas tecnologias não devem ser negadas ou acolhidas simplesmente porque são novas. E da mesma forma, o critério de recusa do antigo e do tradicional não depende apenas de uma questão cronológica.

Há coisas novas interessantes e outras problemáticas, assim como há muitas tradições vivas e criativas, e outras que são violentas, autoritárias e preconceituosas.

A escola tem o papel de contribuir na reflexão sobre essas questões, no estímulo à essa vitalidade do conhecimento acumulado e também na desconstrução das violências muitas vezes incorporadas de forma sutil nas relações sociais.

Uma das tradições antipedagógicas ainda enraizadas na escola são as mais variadas formas de discriminação.


Os preconceitos raciais, de classe ou de gênero negam todos os esforços históricos pela construção de uma sociedade e de uma escola democrática e ofendem o que há de mais substantivo na humanidade: a sua diversidade.